sábado, 18 de dezembro de 2010

O poeta e sua poesia.


É por meio da poesia em papel qualquer que o poeta se mostra humano, errante, ingênuo e desconhecedor do mundo em que se vive. É por meio de poesia que o poeta se mostra solitário em sua mesa-de-canto-de-quarto a meia-luz. Por meio da mesma poesia é que se pode enxergar como se escorressem lagrimas nos olhos do poeta quando descrevia ali o primeiro beijo naquele quarto escuro. E é na poesia em que o poeta desenha entre linhas e palavras a beleza do amor que nasceu em encontros às escondidas num canto reservado do parque. E é com letras incansáveis, palavras repetidas e inventadas que o poeta se faz admirador dos detalhes do olhar e sorriso da bela amada. É entre uma e outra poesia que ele coloca sua caneta no bolso, perto do peito, e a enche de tinta-de-te-querer. E é por meio de uma poesia que o poeta desenrosca tudo o que parece enrolado na sua caixa acima do pescoço e se mostra fiel a lembranças que nem mesmo o tempo consegue apagar. N’uma poesia o poeta é bem mais que escritor, é bem mais que um simples aparador de pensamentos. É n’uma poesia que o poeta se coloca em alma e se descreve apaixonado em realidade nua e crua. É na poesia que o poeta faz nascer o amor até mesmo no deserto-da-saudade. E é no meio de uma poesia feita de palavras cuspidas de uma tose de querer a quem se ama que o poeta toma o remédio do perfume esquecido em uma blusa de lã em seu quarto. E é em uma madrugada fria e solitária que a ultima poesia é escrita com lagrimas de saudade pingadas. E é nessa poesia de poucas linhas e de sentimentos escondidos dentre elas que o poeta sussurra no ouvido do vento para que ele leve a sua amada suas ultimas palavras: Amo você!

[É facil poetizar. Dificil é ser o poeta.]

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Talvez amanhã.



Como se não me bastasse uma noite mal dormida, a barba por fazer e o chá frio na xícara amarela, tenho que me contentar com esse dia mal acordado, sem sol e nem canto de passarinho algum. E eu que só queria um pouco de luz solar dentro desse quarto para que eu pudesse melhor enxergar cada letra colocada aqui. E eu que só procurei dentro dessa noite feito baú-velho-de-lembranças um pedaço de fotografia com metade da sua imagem. Eu que não preciso de muito para ser feliz estou me lamentando e jogando nessa ultima folha branca os restos que me restam e vazam por meio dos meus olhos úmidos e avermelhados. E nessa casa aonde cada vão tem dois, três ou até quatro traços do seu corpo, eu me perco e me encontro deitado nesse sofá perto da porta de entrada esperando um “toc-toc” fraco e acelerador pro meu coração-meio-parado. E já me faço entediado com o som do relógio-de-ponteiro que só repete a mesma coisa todo o tempo e o tempo parece parado. E nessa inacabável hora-de-solidão me conforto e me apego em cada fleche de lembrança do seu sorriso que vejo como miragem na parece do teto da sala. E tenho que me contentar com tal miragem e me manter nesse deserto sem que eu possa matar minha sede-de-seus-beijos até que você me venha amanhã, ou talvez, no final de semana sem miragem.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

O mendigo da incerteza.




É por medo de acreditar que as pessoas comentem o erro de se proteger criando, como se fosse um casulo, armadura ou coisa semelhante, o sentimento da incerteza. E é por medo também que não fecham os olhos e se deixam levar pelo som da respiração de que se ama. É por medo que se finge feliz enquanto tudo o que se tem são magoas guardadas dentro de um pedaço de tecido esquecido no peito. É por medo e nada além dele que sorrisos se escondem atrás de perguntas sem pé nem cabeça. É medo de quebrar a cara novamente, e de novo, e de novo, por amar ou por ser amado. É medo de segurar em uma mão estendida a você e deixar que o corpo da mesma te guie sem rumo, sem sentido e sem medo. É por medo de abrir a porta enquanto chove e, pensar que a água pode invadir a casa, que todos morrem de sede-de-paixão. É medo, simplesmente, medo de não ser amor enquanto se pode amar. É medo de abraçar com braços feito corrente a causa nobre do aquecedor calor de um corpo que ama. Medo de encontrar no futuro o mesmo erro que aconteceu no passado, mesmo se sabendo que vivemos em um presente e os demais, já se foram ou possivelmente, não virão. É medo de repetir aquela dose de olhares aprofundados e interrogativos em meio ao transito. Nada mais que medo de ser feliz no amor e com o amor e esquecer que resto do mundo existe. É medo ter fome e não conseguir se alimentar com só uma fonte do que te faz bem. E é no medo que nos fazemos frutos do orgulho e nos iludimos de fronte ao espelho. E é nesse medo e com esse medo que eu não tenho medo de ter medo: e elevo minhas mãos de olhos fechados sem deixar que nenhuma gota do meu amor me escape por entre os dedos, pois acredito que meu amor é seguro, tão seguro que me abraça e tira os pés do chão sem receio de que eu o solte. E é com esse amor e por ele que meu medo virou mendigo nas ruas das incertezas: e na porta do que chamo de eu&você ele não baterá novamente.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Soma de dois.


O que sinto aqui dentro de mim é maior que quaisquer centenas de grãos de areia multiplicados a milhões de espaços infinitos e me faz cego em querer mais do que posso suportar.
E em noites em que estamos entre as quatro paredes desbotadas do nosso refúgio me faço errante em querer o pecado da carne. Mas quando a manhã chega e você acorda com aquele olhar melancólico e solta um “bom dia” ainda com os olhos entreabertos e a boca aparada em meu braço: o dia se torna felicidade e nada mais. E admito que nem todos os dias são assim como queríamos que fossem, e por isso escrevo. Escrever trás-me lembranças e o silêncio em que me mantenho deixa-me perceber, meio que por alguns segundos, o seu cheiro em cada palavra desenhada com essas letras pouco legíveis. E é escrevendo que posso lhe dizer, mesmo que á distância, tudo o que sinto. E vejo como que por reflexo o mesmo transmitido a mim por cada sorriso de sinceridade que descubro em seu rosto quando lê. Sorriso que brilha e transparece o seu amor em detalhes indecifráveis aos olhos alheios, e meu sorriso só espera o seu para tomar meu rosto e dividir com você essa soma de dois que se chama: amor.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

E nem sei se vai chover.


Quero descer a rua andando sozinho e se possível na chuva.
Estou cansado dos dias cansativos em que nenhuma gota do seu cheiro encostado a minha pele. Estou farto de tantos olhares indignados com meu exagerado amor por onde passo (E me farei cego hoje para estes). Quero andar e sentir o vento que corta as ruas por cima e por baixo sem deixar rastros. Nessa rua onde a terra batida é como asfalto, eu só quero andar e seguir em frente do jeito que estou vestido: com meus tênis anos 90, minha camiseta suja e adormecida e minha bermuda sem cinto que fica a cair todo o tempo.
E a chuva por fim deu suas caras e agora o cheiro do asfalto-terra sobe em forma de uma fumaça evaporada e evadindo-se como se estivesse a fugir de algo e logo some: e meu amor se evadiu por ai, fugindo do meu corpo e indo a procura do seu. Mas a chuva não dura muito e parece que ela não conseguiu me trazer seu cheiro: só me trouxe boas lembranças e as mesmas não se foram com a chuva. Lembranças que não ignoro e passo a caminhar sorrindo feito moleque arteiro que sou. E essas lembranças passam a me arrastar querendo me levar a você ou querendo te encontrar em alguma dessas esquinas que cortam as ruas por onde passo (Mas é impossível você esta do outro lado da cidade e não do outro lado da rua). Em um momento de loucura sento-me em meio à rua e escrevo seu nome na terra molhada e quem passa por ali só me entende como louco e nada mais e eu já vou a diante e me descrevo único e solitário amante do que tenho escrito em terra molhada com o tom de sua pele em meio a o quarto a meia-luz. Levanto-me e quero voltar para casa e buscar mais lembranças e um pouco de água em uma garrafa qualquer para tirar minha sede. Mas já estou cansado novamente e só queria descansar encostado em seu braço esquerdo por todo o resto do dia e da noite que ainda a de chegar: e nem sei se ira chover.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O amor colocado em segundo plano.


O amor colocado em segundo plano: como se isso fosse possível a quem ama de verdade. E nesse mundo “moderno” e cheio de contradições eu encontrei mais uma.
Pessoas amam um amor com idade: como se o amor só nascesse aos 16 anos e o resto fosse tudo “passa-tempo”; essas pessoas me deixam mais burro a cada dia que passo vivo. Sim, porque sempre que tento entender um ser que acredita no amor cheio de luxo não vejo um só motivo que me leve a crer que ele tem razão: O amor é rico em muitas coisas e não se venderia por tão pouco como algumas pessoas tentam comprá-lo. Essa modernidade de supermercados e lojas de eletrônicos aos poucos consomem tudo o que podem de seres afundados em falsas propagandas coloridas e cheias de números: e jaja iremos ver caixa de amor sem açúcar, com adoçante ou quem sabe um misto de amor com ódio meio morno. Vermes, vivem buscando um amor bonito e cheio de forma: como se o amor tivesse cara. E eu só olho por dentro do meu quarto em meio às cortinas azuis e a janela entreaberta e me faço risonho em muitos momentos. Mato-me de rir com piadas de amores de esquina que passam em carros bonitos e com olhos azuis – quase cor da minha cortina. E nessa mesmice absurda, onde burras e amebas fazem do amor um produto perecível com prazo de validade, recolho-me à meia noite e deito-me em minha cama com uma bela xícara de chá-de-lembrança e vou dormir sabendo que meu amor não esta vencido e nem tão pouco terá data de validade: pois ele nasce todos os dias.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

A beleza em ser amor.


Horas intermináveis se alongam em um relógio de ponteiro na parede do quarto e eu só conto os sessenta segundos finais de cada uma delas.
Não me admito solitário assim como estou hoje e não me quero assim quando o sábado chegar. Espero por dias que conto nos dedos das mãos o sol aparente de uma manha de fim de semana (Já sabendo que com o sol você virá). E como eu espero cheio de vontades: e elas são tantas que chego a sentir o seu cheiro diversas vezes em que só estou a pensar na sua pele. E me faço calmo e paciente por saber que minha pressa de nada vai valer e não vai mudar a cor do céu-de-dia para cor de céu-de-noite. Hoje, já me faço feliz por toda a felicidade que você deixou guardada no bolso da minha camiseta de botão a ultima vez que esteve aqui. E já não me faço um amontoado de motivos para não enxergar o que esta em minha frente como espelho que reflete todos os meus dentes tortos e por dentre eles uma vontade louca de chamar teu nome baixinho no canto da cama ainda bagunçada da noite passada. À noite a qual pude descobrir que o amor tem sua beleza e pode ser dividida em três corações que batem em uma só sintonia (O terceiro coração descobri quando encostei meu ouvido em sua barriga e tudo ao redor se fez em silencio pro meu querer). E hoje sei mais do que ontem e saberei amanhã bem menos que hoje de que encontrei e descobri entre as horas infinitas em um relógio de parede, dias com duas cores, uma cama bagunçada e um sorriso torto no espelho: a beleza de ser amor.


terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Meu plano.


A noite em dias da semana quando você não esta aqui é que penso e repenso tudo sobre meu plano de te roubar. Roubar-te e tomá-la por completa para mim: com documentos, tipo posse, sem deixar nome, endereço ou rastos donde vamos. Quero apenas encontrar uma maneira de não ser pego ou de que meu plano não de errado. Quero sair de casa em uma madrugada gelada de sexta feira, pular o portão do condomínio (Mesmo que eu leve choques, não me importa) e quero chegar na janela onde você se encosta e pensa em nossos planos e vontades. Quero roubar-te como em um filme de ação-romance ou romance-ação. Talvez tivéssemos que voltar para minha casa andando e olhando para trás o tempo todo em desespero. Mas vou sempre estar de mãos dadas a você e vou te conduzir no caminho escuro das ruas em madrugada. Talvez eu consiga roubar um carro (Um fusca de preferência) só admito não saber fazer aquelas ligações que se faz em filme e nem sei como abrir a porta sem a chave. Mas não importa, o que vai importar mesmo vão ser as lembranças no dia amanhecido e cheio de risos medrosos em rumo a felicidade. Abraços trêmulos e ainda com um sentimento de receio de coração apertado: por medo ou inquieto por desejos. Desejos roubados e agarrados a nossos olhares que nessa hora já estarão fixos em um horizonte defronte a nós. E sem mais motivos, quero apenas te acariciar os cabelos e afirmar dizendo a seu ouvido esquerdo: Meu plano deu certo!

sábado, 4 de dezembro de 2010

O segredo.


É um segredo, quase um labirinto, e me perder já me parece necessário para entender o que se esconde por trás desse escudo de olhos luminosos.
Uma barreira feita em minha frente e eu não sei como passá-la, jamais usarei da força bruta. O que quero é descobrir, cavando devagar, por entre essa pele parda e pálida até chegar ao meio, ao centro, onde devo encontrar um coração, talvez vazio, por hora, cheio de um sentimento de esperança, ainda não sei. O pouco que sei tem me levado a dias inquietos, tentando ler no mapa do seu sorriso o código, a chave ou palavra secreta.
Mas não vou me tornar tão mais impaciente, vou esperar. Pensar de uma forma imperfeita a maneira de chegar ao perfeito dos seus abraços e beijos. E quando o calor que foge do teu corpo me indicar o caminho por entre o labirinto e não houver mais a necessidade do segredo, usarei a chave ou palavra secreta para tomar o que há de mais precioso dentro de ti: o teu amor.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Gotas d'água no telhado e pensamentos no mesmo ritmo.


Abaixo das gotas d’água que caem do céu e o telhado do meu quarto que ampara todas elas (Como se fosse eu a te amparar em meu peito), estou eu com meus olhos colados na parede meio desbotada com um azul cor-de-céu-de-primavera. E penso em tantas coisas, quase que no mesmo ritmo da chuva que cai sem parar; e eu não paro de pensar. Penso em todos os momentos em que falar bobagens nos parecia mais sério do que falar seriamente sobre bobagens. Em vezes as quais o silencio se fez presente e você dormiu do lado direito da cama jogada em cima do meu braço e chegou até a me babar feito criança. Espero a cada gota que bate no telhado com mais força para pensar no meu amor por você; a gota com mais força e o pensar em meu amor por ti se parecem bastante. Chego a lembrar daquele abraço na chuva que me parece estar acontecendo no exato momento em que o descrevo e escrevo (O cheiro da terra molhada esta invadindo meu quarto e eu não posso evitá-lo). Minha pele sente como que por um vento vindo da janela pouco aberta o seu tocar na minha nuca me fazendo arrepios. E a chuva não para e não parece querer o fim e com o mesmo rumo que ela os meus pensamentos surgem e tomam minha mente (Nessa hora meu pensamento se encontrava perdido em você). A musica cantada por cada gota tocada ao telhado me leva a um cochilo inesperado e eu mal pude me arrumar na cama. Como quem toma um susto eu acordo sem saber o que aconteceu e já de inicio percebo o céu-azul que surge dentre nuvens da chuva que já não cai sobre o telhado. E eu simplesmente paro e penso, sorrio e olho pro lado direito da cama e parece ter a marca do seu corpo como se você estivesse dormindo ao meu lado; E acredite, não foi um sonho.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Você.



Olhos de um castanho escuro e avassalador. Cabelos pretos de um brilho estranho; Lábios macios como um bom cobertor de lã e o desenho sedutor que invoca a vontade incontrolável de morder; Dentes brancos como neve – e pouco tortos admito; Mas que juntos ao belo desenho dos lábios formam um tal sorriso encantador. O perfume da pele parda me inspira ao pecado da carne; vontade louca de tomá-la em meus braços e tocar-lhe o corpo com todos os dedos; E por falar em corpo, esse é de longe, o mais lindo desenho já feito por Deus ou quem quer que tenha feito. E eu apenas admiro, como que almeja alcançar o horizonte só com os olhos. E eu admito; me apaixonar por cada detalhe seu tem sido a minha sina, posso assim dizer, e te amar com meus olhos castanhos que se nivelam aos seus é mais que necessário pra que eu possa dormir e acordar sorrindo e ter a certeza de que sonhei com você.

Consequencia.


Não me importa os meios e nem tão pouco os fins. A verdade é que as conseqüências viram; só não sei se boas ou ruins.
Tudo que se é feito de maneira impensada acaba nos trazendo o doce sabor amargo do possível arrependimento. Possível, pois eu mesmo só arrependo de não ter feito nada para que a possível possibilidade de me arrepender fosse nula. E acredite; nada que se é feito fica sem um efeito. Efeito como o de uma rosa, que nasce linda, perfeita, pode-se dizer assim. Com o passar dos dias ela se abre como um coração a receber um novo amor. Mais dias se passam e o perfume já não é o mesmo e o efeito já vem se mostrando feito. A primeira pétala caída ao chão mostra o possível arrependimento por ter aceitado vir ao mundo; Encantar olhares com sua beleza, enlouquecer amantes do seu perfume e o ultimo efeito surge; e esse é o maior de todos os efeitos ou até mesmo conseqüência; O fim...
O fim é lamentável, doloroso e sem volta; assim como a morte de um amor que não teve o que precisava para se manter vivo, quente, acesso. E o preço é impagável, inigualável. O preço é a saudade que aqui comparo como os espinhos da rosa citada; Bela e perfumada, seu brilho que me tomava os olhos. E hoje me machuca, arranha com toda a sua conseqüência o que eu chamo de coração apaixonado.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

E na pratica.


Na pratica, o amor é tão estranho quanto os primeiros passos de um bebê. Amar pede esforços que nem a maior força de vontade consegue superar e às vezes o amor não pede nada. Amar é como maré; às vezes cheia outrora vazia, seca, com a areia aparecendo quase que toda. Não se pode compreender o amor e eu aqui só estou tentando compará-lo; eu jamais tentaria entender, não sou tão tolo assim e também não quero enlouquecer antes dos 40 ou viver lúcido sem minhas doses de amor aos 23 anos. E para todos que acreditam que o amor é criativo a ponto de jogar na pele como tatuagem sua imensidão ou cantar em musica pro mundo inteiro ouvir sua mais perfeita definição; Acredite, o amor é burro! Ele é burro demais e isso não provara nada; o amor é tão burro que nasce até no escuro e se apaixona por detalhes. O amor e suas dimensões inigualáveis a qualquer outro sentimento; seja ele puro ou venenoso. E tolo é o homem que se descobre apaixonado somente depois de ter mudado da cidade onde sua paixão mora; a distancia vai matá-lo pouco a pouco. O amor se apaixona todos os dias pelo mesmo olhar, sorriso, cheiro da pele suada ou molhada da água da chuva (Esse é o amor que sinto por ela.). E eu sinto pena de quem se esconde do amor; e de quem o mostra demais também; Mas mostrar o amor por todos os lados não é um erro, porém, pode não ter lugar no corpo amado para tanto amor, calor, desejos e vontades. E seus mistérios indecifráveis a quem olha de fora; todos falam mal de quem ama com sinceridade; só não falam quando o amante é ele mesmo. Amor descriminado sem motivos e traído por olhares que pouco conhecem suas historias e seus motivos. Não se nasce um amor sem ter a quem amar ou o que amar, mas nem sempre esse amor vai ser regado por quem é amado. A quem acredite que o coração não sente nada e não se altera de maneira alguma quando se esta apaixonado; amando como fogo ardente que se apodera de toda madeira jogada a ele; Mas eu, por muitas vezes vi e senti também quase que um infarto de ciúmes; Isso por que o amor é ciumento, medroso e não acredita na morte; Mas quando morre, chora, lamenta e tenta matar de pouco a pouco com lembranças quem o alimentava dentro de si. Não sei se estou certo em tudo o que escrevo aqui e também não quero procurar saber. Estou falando do amor afinal e o que nessa vida é mais ou menos incerto quanto ele mesmo? Diga-me! Isso é tudo amor e na pratica é bem pior que cair ao tentar dar os primeiros passos.

domingo, 28 de novembro de 2010

Por você.


Por você, eu saberia de cor, todos os nomes de todas as estrelas do céu.
Olharia por horas infinitas a rua da frente querendo você passando nela.
Eu saberia, de certo, o significado do amor e tentaria entendê-lo;
Mesmo sabendo que nem mesmo o o próprio amor se entende...
Ao fim, escreveria um poema, e nele teria o seu nome.

sábado, 27 de novembro de 2010

E não me importam os diamantes.



E não me importam os diamantes.
É que entre as belas palavras e as palavras que não soam bem; eu prefiro as que são ditas no silencio do sorriso.E não me importa o tom da musica, eu não sei cantar só sei ouvir.Mas me importo com o “escutar”; quem escuta nunca entende; quem ouvi como quem não tem pressa mesmo quando são poucas palavras ou até mesmo nenhuma, não esquece.
E me importo com minha dor de cabeça também. Afinal, se ela não existisse não existiria o motivo dela e se não existisse o motivo dela meu aperto no peito hoje também não existiria e se ele não existisse pensar em você não estaria me fazendo coçar a cabeça agora.E pouco me importam as feridas do passado. (Isso se já estiverem cicatrizadas, claro.) O passado é importante e eu me importo com ele, mas não é tão importante quanto o futuro; e esse eu quase não me importo, talvez por sempre que durmo sinto como se não fosse acordar.Mas eu me importo com o presente; ele é tudo o que restou do passado, as vezes melhorado com algumas pitadas de coisas que parecem ter vindas do futuro.E eu me quero no futuro sem cicatrizes desse passado e seria o meu maior presente tê-la ao meu lado no futuro.(Não falo das cicatrizes, falo da moça que me faz olhar o relógio sempre que ela aqui vem aos finais de semana.) E eu me importo com as flores, só não me importo com suas pétalas; por que me importar com algo que tenho certeza que vai cair? E eu não me importo com os meus inimigos; Pelo mesmo fato o qual não me importo com as pétalas.E o que eu não me importo mesmo é com os diamantes; se eles se quebram não podem ser colados e se outro maior que ele aparecer vale mais que tudo aos olhos; eu não me importo com eles.Mas eu me importo mesmo é com o seu amor; que não quebrou em nenhum momento e nem precisou de cola para se fixar em mim; não tem o valor do menor e nem tão pouco quer ser o maior dos amores/diamantes; é apenas o seu amor que é meu amor (Pois é por minha pessoa que você o sente.) E não me importo em ter diamantes; Já me basta o brilho das perolas disfarçadas em seu olhar ou e com o cheiro de sua pele que os diamantes jamais terão.E por isso eu simplesmente não me importo com os diamantes.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Outono.


Nunca soube muito bem sobre as estações do ano e nem tão pouco quis saber.
Mas hoje parei e percebi o quão generoso o Outono foi comigo; ele e toda a sua beleza em folhas de muitos amarelos. Amarelo que se contrasta a cor da lua naquela noite. E os dias passam rápido demais tão rápido que eu quase não havia percebido que o Outono passou; Passou e me deixou a esperá-lo, talvez para poder encontrar aquele amarelo da lua e repetir o pedido que fiz a sobra da sua luz perto daquela estação de trem meio-antiga; Mãos suadas, olhos estremecidos e poucas palavras emendadas em tom de voz meio-baixo; assim eu estava naquele momento; o coração batia acelerado, até mais acelerado que a locomotiva que vinha de longe e só se ouvia o som do seu apito.E o seu sorriso invadiu seu rosto e quase me fez perder a cabeça; eram vontades que me roubavam a mente cheia dos seus olhares. E que vontade eu tive de te tomar nos braços, antes mesmo da resposta, e fazer silencio para que eu pudesse ouvir sua respiração colada na minha.O pedido foi feito e em meio à noite de Outono ouvi como se fosse um vento cantado a resposta sair dentre sua boca e ali eu plantei minha semente de pé-de-felidade e hoje, seis meses depois, estou colhendo.



terça-feira, 23 de novembro de 2010

O que for preciso.


É que sempre vou fazer o que for preciso pra te ver sorrir. Mesmo que me mate por dentro, mesmo que eu esteja enforcando minha alma. São simples atitudes que movem o amor ao futuro, e esse amor que foi alimento do passado vai, com toda certeza, junto das lembranças, fortalecer o nosso amanhã.
São em dias inesperados, em que o tempo, abraçado as horas, passa tão rápido que chega a parecer com meu coração acelerado, me mostrando o valor de cada sorriso seu - e meu também. Por que são nesses dias em que minha boca fica inquieta, sorrindo por tudo e por nada; “Dizem que quem ama, sorri sempre!”.
Inquieta de vontade por te beijar, por querer te falar a todo o instante o que sinto como um frio dentro de mim e que arrepia os pelos de meus braços. E eu quero mais tempo, quero o maior tempo de todos tempos, para nele estar com você e só por você; sem contagem de minutos, segundos ou batidas de um coração; quero mesmo é te olhar em dias infinitos, te abraçar em eternidade e te mostra que o “pra sempre” pode não existir, mas que farei eu e você chegar o mais perto dele o possível.

domingo, 21 de novembro de 2010

Receita de fim de semana.



Dor de cabeça, febre e um pouco de tédio.
Ótima mistura se colocarmos uma pitada de estresse, saudade e a ausência do que falta aos olhos para que o coração bata mais forte, mais rápido...
Na receita que chamo de dia, me falta você e todos os ingredientes que me deixariam matar minha fome.
Fome de dias regados de sorrisos, suor nas mãos que não se largam, vontade no olhar que não deixa escapar nenhum detalhe.
É bom demais estar ao seu lado, e com você fazer aquele macarrão cheio de molho,
ou talvez o pão de queijo.
Melhor ainda é misturar sua pele a minha, jogados no sofá ou na cama.
Matar essa sede que tenho dos seus beijos, e esse frio que some quando me aqueço em seus braços.
E ao fim do dia, o melhor da receita; “Dormir ao seu lado e acordar de barriga cheia”.



sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Ao som do vento e dos Beatles.


Se eu soubesse como, colocaria o que escrevo aqui em melodia, em musica ou poema recitado.
É que musica se entende melhor, se entra pelos ouvidos e toma conta da alma;
Ouvir é mais pratico, fácil e até mais acreditável que, simplesmente, ler.
Por isso, se eu soubesse como, colocaria o que escrevo aqui em musica.
Para que você não deixasse escapar por entre seus olhos trêmulos de cansaço e por sua atenção dobrada ao vento que sopra o som dos Beatles da varanda da casa ao lado que, na próxima linha, estrofe ou parágrafo, o meu segredo revelado em poucas palavras;
Esse segredo é que te devoro, amo e te quero, mesmo sem que eu saiba como colocar em musica o que aqui escrevo.

Maldita hora.

Sábado à noite, exatamente, ás 20 horas e 9 minutos.
O dia foi tão normal quanto a diferença entre o olhar de cada pessoa que me olha em meio a uma rua de uma pequena cidade.
Logo após acordar, notei o quarto bagunçado e ao me olhar no espelho, vi que não era só o quarto que estava precisando se organizar ou de uma bela organizada, que seja.
Meus cabelos parecem cada dia pior.
E a maldita barba, falhada, mas que posso chamar de barba...
Esta crescendo e me deixando com um rosto abatido.
Meu olhar meio baixo e os olhos grandes mais parecem faróis de fusca ano 87
e acabam me mostrando frente ao espelho, meio que por reflexo, a exata dimensão do problema em que me meti.
Maldita hora em que quis acordar.
E pior...
Maldita hora em que quis amar...

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Meu querer, meu ponto de vista.


Eu não quero alguém que se pareça comigo, sinceramente, não quero mesmo!
Quero alguém que corra atrás de pombos nas ruas e ache graça em letreiros errados.
Alguém que saiba a diferença entre estar feliz e um momento de felicidade.
Que acredite que sentar na grama, olhar para os lados e ficar perdido é um ótimo remédio para o tédio que consome todos nos dias de hoje.
Alguém que queira abraços verdadeiros, assim como eu quero, mas não do mesmo jeito;
por que do mesmo jeito que eu quero, seria o mesmo que abraçar-me sozinho.
Alguém que saiba que o seu querer se torna nada se não for colocado em pratica.
Quero alguém com aquele sorriso, sabe?
Aquele que deixa você sem palavras ou até com palavras demais, mas nenhuma que defina o que se passa na sua mente quando você o tem.
Sorriso que parece solução ou até mesmo ilusão de todos os problemas, sorriso meio mar, gigantesco e cheio de detalhes, indecifráveis...
Mas que não seja como o meu, que por muitas vezes foi elogiado como belo sorriso e até, em uma certa vez como; sorriso maravilhoso.
E eu simplesmente me escondi e não deixei que notassem, que assim como um clown, eu fiz naquele momento.
Sorri, e fiz um sorriso surgir a partir do meu, mas escondi por trás dele as lagrimas que me sangravam por dentro.
“A felicidade não esta estampada em um rosto sorridente, mas pode estar no olhar que reflete o sorriso”.
Esse é meu querer, esse é meu ponto de vista.


O telefone.


O telefone ainda não tocou hoje.
E esperar me faz pensar...
E pensar não me vem como um ‘ bem ‘...
É que pensar me trás saudades;
e a saudades me deixa com vontade...
Vontade de repetir o ontem
e de fazer de hoje à vontade do amanhã.
E o amanhã...
O amanhã me deixa confuso, assim como
tudo o que aqui escrevo...
É, e se só por esperar o telefone tocar
já pensei tanto a ponto de sentir saudades...
Imagina amanhã...?

domingo, 14 de novembro de 2010

Sem você.


Abrir os olhos e não enxergar nossas fotos coladas na parede, não é fácil.
O telefone não toca mais, a campainha já esta cheia de teias de arranha, assim como o portão e todas as flores do jardim.
Na geladeira, ainda esta o doce que você mordeu e não quis mais.
No meu quarto, que era o nosso refugio, ainda estão os nossos pares de meias sujas daquele dia em que saímos juntos e voltamos molhados da chuva.
No lençol da cama, nossos cheiros misturados, juntos; como eu e você deveríamos estar.
Em meio a toda essa bagunça de lembranças, encontrei um bilhete com suas letras tremulas e pouco legíveis, e nele estava escrito; “ Te amo, sem sentido, por que tudo que tem um sentido nessa vida, tem um fim.”
Meus olhos, nesse momento, não mais enxergavam coisa alguma; só sinto em meu rosto uma lagrima fria, que parece vir do meu coração; gelado, e que agora esta vazio sem você...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

No fim de tudo.


É simples, ou ao menos deveria ser.
Não vou colocar dificuldade só por eu não conseguir abrir a boca e soltar algumas palavras.
É tão simples quanto abrir uma porta; só se precisa da chave certa.
E agora, depois de muito pensar, e até mesmo, nem pensar em nada,
é que eu descobri o quanto fui tolo em acreditar que o amor se faz de palavras escritas em cartas de papel velho e amassado, ou até mesmo, palavras ditas da boca para fora ou dos olhos para dentro.
Talvez eu só precisasse de uma flor amarela, roubada de um jardim, ali de perto da sua casa, ou um sorriso meu mesmo; assim, meio que sem jeito, jogado de canto de boca, logo depois de pegar na sua mão em meio à multidão que cerca uma rua.
Talvez eu só precisasse de uma tatuagem feita com tinta de caneta, no braço ou até mesmo no peito, e nela poderia ter parte do nosso passado; dois bonequinhos de palito se abraçando.
Talvez, em um banco de praça, jardim ou bosque, quando encosto minha cabeça em seu colo; talvez nesse momento eu já soubesse, em palavras pensadas, o que te falar, mas o talvez me mostrou mais uma vez o silencio de tudo e todos, só para que eu ouvisse o som do seu coração que bate na mesma freqüência que o meu.
Não sei, talvez, de certo, eu só precisasse de um olhar, um abraço apertado e um daqueles carinhos que te faço e bagunça seu cabelo.
Talvez assim tudo ficasse claro, legível, e qualquer coisa mais que denomine o ato de entender, que no fim de tudo, eu simplesmente, amo você.!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tempo.


Já tive o meu tempo de pensar, o meu tempo de fazer sem nem me preocupar.
Tempo de não me arrepender nunca e nem de olhar para trás com cara de quem queira voltar.
Tempo de apanhar do amor, que em sua maioria foi nocaute, nocauteado...
Tempo de esperar com um olhar de esperança, que brilha e ilumina o tempo esperado.
Tempo de ficar calado, mesmo que meu sorriso entregue a ti tudo o que penso quando te vejo.
Tempo de me sentir diferente no meio de tanta igualdade de falsas verdades.
Tempo de subir na colina, olhar para frente e enxergar que diante dos meus olhos tem um mundão pequeno e contraditório.
Tempo... o mesmo que te trouxe, que demorou, mas trouxe...e o mesmo tempo te leva.
O tempo não para e eu jamais conseguiria te segurar, assim como não consegui e deixei escapar por entre os dedos a lagrima que se fez com o tempo e que se mostrou cruel a ponto de me fazer entender...
Que todo o tempo que tive não é capaz de suprir a vontade que tenho de estar ao menos um tempo com você...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Não gosto de viajar com destino certo.


Não gosto de viajar com destino certo.
Na verdade, nunca fiz.
Bom mesmo é sair de manhã, voltar a noite ou até mesmo, nem voltar.
8 anos passam tão rápido que é difícil entender de que estou mais velho,
mais cansado, mais cheio de dores nas costas, mais cheio de coisas velhas
e mais amante do mundo.
Amante ... não o amante que ama o amor de outra pessoa.
Sou amante que ama amar o amor, verdadeiro, por sua vez.
Que anda por ai descalço ou calçando uma sandália de couro,
iguais a que se compra no Sérido norte-rio-grandense.
Eu comprei, comprei e usei até o dia em que elas estavam gastas,
a ponto de eu conseguir sentir as pedrinhas do chão tocar a sola do meu pé.
Difícil entender o tempo...
E mais difícil ainda é entender com o tempo que o tempo passa e não se gasta,
que só o mesmo transpassa.

Meia noite.


Meia noite e a lua ja esta quase se escondendo por tras das nuvens.
Até as arvores hoje tentam, desesperadamente, esconder a lua do meu olhar...
tremulo, timido e triste...
ontem e antes de ontem fiz o mesmo que hoje...
espero a noite chegar e logo me deito na grama, na espectativa de que ela apareça.
espectativa de te-la me ouvindo, me iluminando, me fazendo adimirador apaixonado de sua beleza.
e hoje, mais uma vez, ela não apareceu, se manteu escondida ou distante de mais dos meus olhos, que por ela esperam fixo a olhar pro céu e na rua não a encontro, nem mesmo na poça de agua-da-chuva e a saudade, a vontade, me deixam escapar por entre os dedos, uma pequena lagrima, que se junta a agua impoçada e brilha...
um brilho falso, de fato, mas que me ilude e mais uma vez deixa meu coração a esperar, a desejar ...
que em alguma dessas esquinas, por entre céus e nuvens eu possa encontra-la.

Meu lado bom.


De duas metades ou partes se é feito muita coisa, se não , quase tudo.
Céu e terra, sol e lua, feijão e arroz, queijo e goiabada e outros mais;
é assim com quase tudo e comigo não seria diferente,
Sou saldado demais, amargo, cheio de espinhos e a escuridão sempre foi um dos meus escudos para me defender de males alheios;
e é interessante a forma de que tudo vem mudando...
como pra tudo que é salgado se tem uma pitada de açúcar ou o doce pro amargo, assim como existe a beleza da flor que esconde seus espinhos com facilidade, assim como o brilho ou luz que ilumina um coração ou mente vazia e escura, assim como a necessidade do escudo já não é tão grande, pois a guerra já foi vencida.
Mudei durante dias, cheguei a um mês de mudança tão rápido que mal pude ver o tempo passar e agora, já perto do segundo mês, sinto como se estivesse descoberto a parte ou metade que faltava ou talvez, simplesmente, o meu lado bom...

sábado, 4 de setembro de 2010

O sentido.



Distancia.: Palavra que no dicionário descreve ' a medida da separação de dois pontos. '
Dois pontos: eu e você.
É difícil entender o por que de estamos tão longe e ao mesmo tempo tão perto.
Longe por que a tal distancia separa nossos corpos,
e perto porque a mesma distancia que separa nossos corpos é a que uniu em alma, sentimento e em coração nossas vidas.
Vida.: Palavra que simboliza para muitos um sentido,
e a mesma vida que é sentido para alguns me trouxe você que é, de certa forma, o sentido da vida.
Forma.: Palavra que define muitas coisas e que me faz lembrar de algo que desejo; seu sorriso.
Desejo por que a maldita distancia que separa nossos corpos, machuca-me e sempre faz meu coração, em vida, acelerar e muitas vezes sem um sentido.
Mas o sentido é rapidamente encontrado quando penso no meu desejo e sua imagem me vem como a forma mais perfeita desse mundo; sorridente.
E ai eu desejo, desejo que Deus, em um de seus dias de milagres, me deixe ao menos te ter sorrindo frente a meus olhos e a distancia não mais existirá, mas todos os outros pontos encontraram seu sentido.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Entre meus erros.

Enquanto o vento fazia musica entre as folhas das arvores,
Eu me colocava de braços apoiados a um caderno velho sobre a mesa,
quase sem folhas; eu não podia errar.
Erros são inevitáveis, e corrigi-los é algo que não sei fazer;
Faço traços sob os mesmos, mas os deixo legíveis;
Esquecer os erros cometidos é o melhor caminho para cometê-los novamente,
e eu quero não mais errar, não mais.
Mas se por um acaso houver de acontecer novamente, que não seja o mesmo erro...
Errei, fiz um traço sob o mesmo, e agora estou escrevendo;
Outra frase, outro texto, outra historia.
E nessa, espero acertar; acertar não em palavras ou coisas do tipo.
Acertar a ponto de fazer nascer o seu sorriso como antes; daquele jeito todo seu.
Seu abraço, quero-o novamente, como se fosse asas de um anjo envolto a meu corpo.
Acertar, da mesma forma que meu olhar acerta ao encontrar o seu.
Acertar e seguir no caminho que por muitos é dito como ‘ caminho errado’ ,
e é nessa hora que faço outro risco e escrevo ‘ caminho certo ‘ e assim quero continuar escrevendo.

Me volto.


Viro-me, reviro, me volto.
Volto há os tempos passados.
Passado que não foi ontem,
Mas que vai participar do meu amanhã;
Fitas cassetes, giz-de-cera, bolinha de gude, pião...
Toca fitas, palavras bonitas e sinceras...
Olhar de esperança, de criança.
Querer de moleque, que cresce e esquece que o mundo gira
feito roda-gigante; e eu sempre tive medo dos dois.
Mas prefiro o mundo da foto preto-e-branco infinito,
Ao colorido iludido.

Ansiedade e saudade.

Noite passada percebi que sou mais ansioso do que pensei ser,
e a ansiedade, por mais incrível que pareça, não é tão mais fraca que a saudade.
A ansiedade me fez rolar de um lado pro outro da cama, como se fosse um caminho por onde eu andei te procurando e mesmo sendo tão pequeno não encontrei.
Não encontrei e a saudade apareceu, tomou lado da ansiedade e fizeram-se parceiras;
A ansiedade que te quer ver chegar; e a saudades que te teve, mas sente falta do ontem.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O ponto.


O vento la fora, que sopra na janela, já esta me deixando louco.
a dias tendo escrever algo ou alguma coisa que explique a você o que estou sentindo.
Mas sempre acontece do mesmo jeito, escrevo e apago, penso e logo repenso,
entendo e logo em seguida noto que é incompreensível, indecifrável...
Talvez tudo isso possa ser resolvido de maneira simples ou simplesmente resolvida em um simples olhar.
contraditório tudo o que digo, não.?
É, notei que estou fazendo como você tem sido pra mim; um labirinto.
E hoje , a poucos minutos, eu quase consegui sair dele, mas me perco novamente
em uma só lembrança; seu sorriso.
É o mesmo que apostar em um querer, e de tanto querer, como diz o autor desconhecido,
nada faço para que consiga chegar a um ponto, um fim ou até mesmo, um ponto final.

domingo, 15 de agosto de 2010

Reflexo.


E assim se passam os meses.
Manhãs que clamam a noite,e noites que se rendem ao dia.
Entre clamar e se render, estou eu,
Em horas que já não passam diante dos meus olhos.
A solidão, parceira que vive ao meu lado, me abraça tão forte quanto o ultimo abraço que te dei.
As lembranças passam na rua aqui de frente a todo instante;tentando me dizer o quão bom foram dos dias com você;como se eu precisasse dela para ter essa certeza...
As rosas, que no jardim da minha casa nascem, exalam o perfume do teu corpo colado ao meu.
Os ventos, estes cantam a melodia que embalava nossas tardes de julho.
O frio e suas faces, cada uma me mostra o motivo dos sorrisos inexplicáveisque em meu rosto surgiam quando eu ao seu lado acordava.
O calor do sol, tenta me iludir, me confundir, Mas o calor dos teus beijos e a proteção que ele me fez, não se confundem.
E por não querer me confundir, é que não olho pra trás...
Por que sempre que olho pra frente me pego sorrindo, revelado no reflexo dos teus olhos.

sábado, 14 de agosto de 2010

Minha poesia.


Palavras, por um alguém, escritas aqui.
Outro alguém, por hora, tentara entender, decifrar...
Esquecendo-se, de que só é compreensível a quem escreveu.
Silencioso, como se fosse poesia de cego.
Inesperada, como a morte do amor eterno.
Assim é feita a minha poesia.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Um nômade.




Não sei se amanhã estarei aqui, perto de ti ou em
Outro lugar qualquer, longe ou perto, frio ou quente...
Mas contuarei assim, do mesmo jeito, mudando da mesma maneira, e assim continuando seu...
Amante, cheio de defeitos, virtudes, ou qualquer coisa do tipo... errante...
Devagar , a vagar, sem muito esperar, ou esperando, que um dia por esse mundo tão grande
E tão pequeno, encontre você vagante, como eu sempre fiz, sempre fui...
um nômade...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Um dia de clown.




Hoje eu acordei de maneira diferente.
Foi estranho, admito.
Mas, por outro lado, bom demais.
Acordei e sentei na beiradinha da cama, ali coloquei meus pés no chão e pensei...
mas não pensei em algo, pensei em alguém...
Foi ai que baixei a cabeça e um sorriso surgiu em meu rosto,como se fosse uma nascente de águas clarase com um som de calma que te faz fechar os olhos...e nesse momento, quando fecho os olhos, me vem a imagem mais linda de todas...
Vejo o que, provavelmente, fez com que o sorriso invadisse minha manhã e tomasse meu rosto...
Vejo o que, com toda a certeza desse mundo , faz o meu coração acelerar,acelerar mais do que um calhambeque 78 em uma estrada federal...
Vejo seu rosto, e nele vejo o mais belo dos sorrisos e o olhar mais brilhante de toda uma multidão.
E afirmo novamente, foi estranho.!
Não sei o que me leva a acreditar que tudo isso não tenha passado de um simples sonho,
mas tenho certeza de que ao tocar os pés no chão e sentir o frio que veio até a minha barriga e fez de mim refém de um medo o qual a muito não sentia;
Percebi que o grande se torna pequeno demais perto do seu olhar e sorriso.
Se pudesse pediria a Deus e/ou todos os Santos de que sempre ao acordar o meu primeiro pensamento fosse você, sua imagem ...
Talvez com isso meus dias fossem como o de hoje...
Um dia de sorrisos bobos, de pensamentos esperançosos, de olhares cheios de vontade...
Um dia de clown...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Auto-retrato.


Por pensar em alguém, em ninguém ou até mesmo em nada...
Pensei em mim, pensei no antes, no agora, no ontem que também foi antes, mas que não é tão passado...
Passado é/foi em 87, data em que nasci;vinte e dois anos, quase vinte e três anos apos me vem às lembranças...
Nunca tive muitas fotos pra me recordar, mas Deus ou quem quer que seja me deu uma boamemória...
Lembro de quando eu era moleque, quer dizer, quando eu era mais novo...
Talvez eu tenha apenas crescido em tamanho e estou cada dia mais velho,
Mas em nenhum dia dessa minha vida deixei de ser moleque...
Moleque que brinca, que ri, que chora, que fala sério e depois sorri, que sonha, que espera.
Moleque que busca que desenha com pedaço de gesso no chão e acredita que vai ser eterno.
Moleque que tenta não perder a cabeça, mas que se iludi no primeiro amor.
Que joga bolinha de gude , solta pipa, mata aula e pensa que é o dono do mundo...
Eu já fui dono do mundo...
Dono do meu mundo, pequeno, escuro, sem jeito e desarrumado, mas o meu mundo...
Já sai de casa dizendo que ia na esquina e voltei depois de 7, quase 8 anos ...
É, a esquina ficava meio longe de casa...
Cresci conhecendo pessoas , historias , sorrisos , olhares...na verdade , vi pessoas crescendo , buscando a tão dita ' responsabilidade '...
e eu até hoje não sei de onde tiraram essa bem-dita palavra , pra que serve , ou porque me falam tanto dela...
Uma vez me falaram que ser responsável é ter caráter, é acreditar no futuro , é ter força de vontade , é criar uma família ,morrer por ela e deixar tudo o que você construiu para eles...
Nesse dia pensei comigo mesmo: Será que não tenho caráter.? Será que eu nunca acreditei nofuturo.?Será...?
Bom, isso eu não sei, só sei que se cheguei até aqui sem saber dela, não vou precisar para o amanhã.
Acredito que responsabilidade pede muito planejamento e planejamento pede tempo, e tempo perdido não volta.
Eu prefiro, eu quero, eu espero mesmo é continuar assim, errante, moleque, viajante, sem rumo...talvez com uma só direção: uma vida livre, completamente completa, autos e baixos, dias claros e nublados também...com a solidão ao meu lado ou até mesmo abraçado a ela...
Com as lembranças perfeitas...
Como se fosse um auto retrato...


[Portrait feito por; Pri.]

O amor.




O amor é estranho e cobra muito.
Cobra promessas, palavras bonitas , as quais eu não sei dizer e as que sei não soam um som sincero , soam como uma flauta tocada ao contrario.
Cobra provas , quase como se eu estivesse me incriminando por amar , isso me deixa confuso.
O amor me parece estranho e pede demais.
Pede demais e eu que só tenho demenos... pouco sei o que fazer para agradá-lo.
Até no que sei fazer é de pouco ou demenos ; não posso sorrir com uma falsa felicidade como o amor já me pediu , isso seria demais.
O amor me é estanho e muda demais.
Muda de lado , de forma , de promessas , muda até de palavras.
e não gosta de ser cobrado e outra vez eu fico confuso.
Não sei se por não acreditar no amor de hoje e vê que o meu amor de ontem foi amor , tipo , radionovela , mas sincero.
Ou se por todas as vezes que tento entende-lo me pego em meio a um labirinto...e o pior , sem mapa.
O amor já me cobrou, pediu e mudou de mim , mas ele nunca me pagou o que deve , nem tão pouco devolveu o que me pediu e nunca quis voltar ao coração que pareceu alugado por ele.
se mudou , sem pagar e nem olhar para trás , o amor na verdade , nada mais é que um sentimento ingrato.!

sábado, 17 de julho de 2010

A Flor.


O dia não passa, mesmo que eu queira, mesmo que eu o empurre como quem empurra no empurra-empurra do metro lotado.
e meus pensamentos são assim, dessa forma, um aglomerado, lotado de você,dos seus olhares, em pares ou par, como eu e você na rua lotada.
Querendo, mesmo que sem querer , te encontrar sem muito esperar.
Enlouquecendo , pessoas que passam a olhar tentando passar a entender,que entre eu e você existe mais do que duas metades ou um todo de duas partes;entre o ‘ nós ‘ existe a distancia de um abraço apertado que me deixa sentir de perto , o seu coração , que bate mais forte , por seu pensamento que esta longe.
Longe, é onde eu quero estar de tudo o que possa te trazer o mal, o ruim , o apagador do teu sorriso.
Teu, que faz bem o meu , que por reflexo dos teus olhos enxergo-lhe totalmente seu.
Pois é por você que ele surge, por entre meus dentes tortos, sem fazer cerimônia, sem pedir permissão ou coisa do tipo.
Surgindo, como flores que nascem em terra seca, pisada; que por hora se parece com meu coração.
Coração esse que sente ou ao menos acelera quando te tem por perto; e , se é possível afirmar, pode-se ser por causa das flores ou da flor.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Ponto de equilibrio.



Procurei por muito tempo algo que me fortalecesse...
Ou que apenas me mantivesse de pé...não foi fácil...
Nos dias em que chorei, senti como se a lagrima me rasgasse o rosto...
Tentando me fazer fraco, fracassado, infeliz...
Ou tentando me mostrar que sou forte por aguentar todo o seu peso...

De hora em hora , dia em dia , mês em mês...
E ano em ano , suportei a saudade e a dor que ela me fazia refém.

Enfrentei todo o meu pior e descobri que o meu melhor ja não fazia mais parte de mim.
Quando não se sabe aonde quer chegar, qualquer caminho que seguimos , estará errado.
Usando da sabedoria do amigo que um dia me disse isso, mudei meu rumo.
Isolado, de todo mal ou bem que partisse de qualquer outro corpo humano.
Livre, da necessidade de um amor ou sentimento alheio que me venha fazer sofrer.
Insensível.? não , essa não é a palavra que me define hoje.
Busquei entender o que quase já não se enxerga hoje em dia...que
Respeito próprio é mais necessário do que fazer juras de amor infundadas,
Incapazes de se tornar realidade ... mas eu consegui... eu encontrei...
O meu ponto de equibrio...

quinta-feira, 15 de julho de 2010

E eu fico aqui, pensando, tentando de alguma maneira, meio que te desenhar entre linhas e palavras. Buscando lembranças no seu perfume que ainda esta no meu travesseiro.
que, por hora, mata minha saudade, mas alimenta minha vontade de te ter aqui de novo. E se nem dormir eu consigo, para que ao menos em sonho eu te encontrasse. E eu que nunca fui a favor de sonhos, sempre acreditei ser menos doloroso sofrer com a falta do que te ter em pensamentos e de olhos fechados. E esses olhos, meus olhos, que esperam a ajuda do vento para que as lagrimas que tentam embaçá-los, sequem e eu consiga terminar, mesmo que com poucas linhas e palavras, a carta.