quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O telefone.


O telefone ainda não tocou hoje.
E esperar me faz pensar...
E pensar não me vem como um ‘ bem ‘...
É que pensar me trás saudades;
e a saudades me deixa com vontade...
Vontade de repetir o ontem
e de fazer de hoje à vontade do amanhã.
E o amanhã...
O amanhã me deixa confuso, assim como
tudo o que aqui escrevo...
É, e se só por esperar o telefone tocar
já pensei tanto a ponto de sentir saudades...
Imagina amanhã...?

domingo, 14 de novembro de 2010

Sem você.


Abrir os olhos e não enxergar nossas fotos coladas na parede, não é fácil.
O telefone não toca mais, a campainha já esta cheia de teias de arranha, assim como o portão e todas as flores do jardim.
Na geladeira, ainda esta o doce que você mordeu e não quis mais.
No meu quarto, que era o nosso refugio, ainda estão os nossos pares de meias sujas daquele dia em que saímos juntos e voltamos molhados da chuva.
No lençol da cama, nossos cheiros misturados, juntos; como eu e você deveríamos estar.
Em meio a toda essa bagunça de lembranças, encontrei um bilhete com suas letras tremulas e pouco legíveis, e nele estava escrito; “ Te amo, sem sentido, por que tudo que tem um sentido nessa vida, tem um fim.”
Meus olhos, nesse momento, não mais enxergavam coisa alguma; só sinto em meu rosto uma lagrima fria, que parece vir do meu coração; gelado, e que agora esta vazio sem você...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

No fim de tudo.


É simples, ou ao menos deveria ser.
Não vou colocar dificuldade só por eu não conseguir abrir a boca e soltar algumas palavras.
É tão simples quanto abrir uma porta; só se precisa da chave certa.
E agora, depois de muito pensar, e até mesmo, nem pensar em nada,
é que eu descobri o quanto fui tolo em acreditar que o amor se faz de palavras escritas em cartas de papel velho e amassado, ou até mesmo, palavras ditas da boca para fora ou dos olhos para dentro.
Talvez eu só precisasse de uma flor amarela, roubada de um jardim, ali de perto da sua casa, ou um sorriso meu mesmo; assim, meio que sem jeito, jogado de canto de boca, logo depois de pegar na sua mão em meio à multidão que cerca uma rua.
Talvez eu só precisasse de uma tatuagem feita com tinta de caneta, no braço ou até mesmo no peito, e nela poderia ter parte do nosso passado; dois bonequinhos de palito se abraçando.
Talvez, em um banco de praça, jardim ou bosque, quando encosto minha cabeça em seu colo; talvez nesse momento eu já soubesse, em palavras pensadas, o que te falar, mas o talvez me mostrou mais uma vez o silencio de tudo e todos, só para que eu ouvisse o som do seu coração que bate na mesma freqüência que o meu.
Não sei, talvez, de certo, eu só precisasse de um olhar, um abraço apertado e um daqueles carinhos que te faço e bagunça seu cabelo.
Talvez assim tudo ficasse claro, legível, e qualquer coisa mais que denomine o ato de entender, que no fim de tudo, eu simplesmente, amo você.!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Tempo.


Já tive o meu tempo de pensar, o meu tempo de fazer sem nem me preocupar.
Tempo de não me arrepender nunca e nem de olhar para trás com cara de quem queira voltar.
Tempo de apanhar do amor, que em sua maioria foi nocaute, nocauteado...
Tempo de esperar com um olhar de esperança, que brilha e ilumina o tempo esperado.
Tempo de ficar calado, mesmo que meu sorriso entregue a ti tudo o que penso quando te vejo.
Tempo de me sentir diferente no meio de tanta igualdade de falsas verdades.
Tempo de subir na colina, olhar para frente e enxergar que diante dos meus olhos tem um mundão pequeno e contraditório.
Tempo... o mesmo que te trouxe, que demorou, mas trouxe...e o mesmo tempo te leva.
O tempo não para e eu jamais conseguiria te segurar, assim como não consegui e deixei escapar por entre os dedos a lagrima que se fez com o tempo e que se mostrou cruel a ponto de me fazer entender...
Que todo o tempo que tive não é capaz de suprir a vontade que tenho de estar ao menos um tempo com você...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Não gosto de viajar com destino certo.


Não gosto de viajar com destino certo.
Na verdade, nunca fiz.
Bom mesmo é sair de manhã, voltar a noite ou até mesmo, nem voltar.
8 anos passam tão rápido que é difícil entender de que estou mais velho,
mais cansado, mais cheio de dores nas costas, mais cheio de coisas velhas
e mais amante do mundo.
Amante ... não o amante que ama o amor de outra pessoa.
Sou amante que ama amar o amor, verdadeiro, por sua vez.
Que anda por ai descalço ou calçando uma sandália de couro,
iguais a que se compra no Sérido norte-rio-grandense.
Eu comprei, comprei e usei até o dia em que elas estavam gastas,
a ponto de eu conseguir sentir as pedrinhas do chão tocar a sola do meu pé.
Difícil entender o tempo...
E mais difícil ainda é entender com o tempo que o tempo passa e não se gasta,
que só o mesmo transpassa.

Meia noite.


Meia noite e a lua ja esta quase se escondendo por tras das nuvens.
Até as arvores hoje tentam, desesperadamente, esconder a lua do meu olhar...
tremulo, timido e triste...
ontem e antes de ontem fiz o mesmo que hoje...
espero a noite chegar e logo me deito na grama, na espectativa de que ela apareça.
espectativa de te-la me ouvindo, me iluminando, me fazendo adimirador apaixonado de sua beleza.
e hoje, mais uma vez, ela não apareceu, se manteu escondida ou distante de mais dos meus olhos, que por ela esperam fixo a olhar pro céu e na rua não a encontro, nem mesmo na poça de agua-da-chuva e a saudade, a vontade, me deixam escapar por entre os dedos, uma pequena lagrima, que se junta a agua impoçada e brilha...
um brilho falso, de fato, mas que me ilude e mais uma vez deixa meu coração a esperar, a desejar ...
que em alguma dessas esquinas, por entre céus e nuvens eu possa encontra-la.

Meu lado bom.


De duas metades ou partes se é feito muita coisa, se não , quase tudo.
Céu e terra, sol e lua, feijão e arroz, queijo e goiabada e outros mais;
é assim com quase tudo e comigo não seria diferente,
Sou saldado demais, amargo, cheio de espinhos e a escuridão sempre foi um dos meus escudos para me defender de males alheios;
e é interessante a forma de que tudo vem mudando...
como pra tudo que é salgado se tem uma pitada de açúcar ou o doce pro amargo, assim como existe a beleza da flor que esconde seus espinhos com facilidade, assim como o brilho ou luz que ilumina um coração ou mente vazia e escura, assim como a necessidade do escudo já não é tão grande, pois a guerra já foi vencida.
Mudei durante dias, cheguei a um mês de mudança tão rápido que mal pude ver o tempo passar e agora, já perto do segundo mês, sinto como se estivesse descoberto a parte ou metade que faltava ou talvez, simplesmente, o meu lado bom...